
Celeiro Portuense Vozes Baixas
Fica num velho celeiro portuense no fim da noite quando sobram apenas dois ou tres clientes antigos a falar em voz muito baixa. Copos de vinho tinto batem levemente na madeira da mesa. Uma lareira crepita ao fundo do celeiro com estalidos lentos e regulares que enchem o ar com um calor sonoro.
Agua pinga ocasionalmente em algum canto profundo da adega como uma metronomo natural. O barman limpa os balcoes devagar. As paredes de pedra absorvem o som e devolvem-no como um sussurro.
A luz e quente e fraca. O fado baixinho do radio pequeno na prateleira de cima confunde-se com as vozes. Uma porta de madeira pesada fecha-se ao fundo.
O mundo la fora nao entra aqui. Este celeiro existia antes de ti e vai continuar depois. O vinho, a madeira velha, o lume e as vozes baixas. Sons para a comunidade portuguesa na Europa que quer adormecer a ouvir os sons de casa. Ideal para relaxamento profundo e sono reparador.
Praise
